setembro 10, 2011
08.2010
É engraçado pensar que um dia não seremos nada. Não sei se deixa de ser ou se se passa a ser qualquer coisa. Acho que desde sempre somos apenas uma espécie de poeira que o vento arrasta de um canto pro outro, à gosto ou contragosto, nem sempre se pode escolher. E não entendo pra que tanto nessa vida, se poeira é só poeira…
A vida fica tão clara e simples de vez em quando que tenho vontade de rasgar meus documentos, tacar fogo em dinheiros alheios, tirar pessoas estranhas pra dançar, convidar a vizinha pra almoçar na casa de alguém que eu não conheço e nem me convidou.
Tenho dó de mim quando sinto meu coração apertado por alguma coisa que não vale nada. Poucas coisas valem alguma coisa. Aliás, não sei porque chamo tudo de coisa. Aliás, tenho sido muito mais feliz com coisas que não se explicam, portanto, prefiro não saber.